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Mundo RH

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Jogo presencial vem sendo utilizado como ferramenta para avaliar e testar profissionais nos mais variados aspectos

Um grupo fica trancado em uma sala, mas não em uma sala qualquer, essa tem um cenário bem elaborado, criado a partir de uma história misteriosa. Ao longo de sua permanência, os participantes encontram pistas espalhadas no ambiente, devem desvendar enigmas e conseguir escapar. E detalhe: tudo isso em apenas 60 minutos. O tempo voa, a diversão é garantida e a adrenalina corre a mil. Assim é o jogo de escape, que exige dos jogadores análise lógica, atenção, tomada de decisão e trabalho em equipe, entre outras características, que, às vezes, passam despercebidas no ambiente de trabalho. Por isso o corporativo tem ficado de olho na brincadeira, e levado a sério como ferramenta de treinamento e avaliação de profissionais.  

Foi assim com a CBF Cargo, empresa do segmento de transportes de cargas e logística internacional com sede na capital. Com o objetivo de melhorar a comunicação, interação e integração entre seus funcionários e avaliá-los individualmente, a empresa usou como ferramenta os escape games. No último sábado (4), 10 funcionários entraram na Máquina do Tempo, uma das salas temáticas do The Escape Game. Na sala o grupo vivenciou uma história: viajar na máquina do tempo até que uma explosão abre dois portais do tempo-espaço e envia as pessoas para épocas diferentes, os participantes precisam decifrar enigmas para voltar ao presente. Os portais se fecham em 60 minutos. 

Assim, em um jogo desafiante, os funcionários são envolvidos em uma dinâmica avançada, que evidencia seus perfis. Para o master coach Álvaro Barbosa Corrêa Jr, 64 anos, membro da Sociedade Brasileira de Coaching e dono de consultoria que leva seu nome, todo o ambiente do jogo – o lúdico, as descobertas dos enigmas, a luta contra o tempo, os cenários das salas e a tecnologia empregada-envolve os participantes de forma muito interessante. “O jogo de escape pode ser um acessório importante na avaliação e contratação de pessoal e no reconhecimento de um funcionário, como ele lida com as pessoas, com a pressão do tempo e os desafios”. Segundo ele, o jogo é uma diversão, toda focada na imaginação e na fantasia. “Proporcionar isto para uma equipe tem um forte aprendizado implícito. Mas é preciso, depois do jogo, conversar, analisar e se aprofundar, para que aprendam algo”. 

Enquanto os funcionários jogavam na sala, em uma sala de monitoramento, o grupo era acompanhado e analisado por Barbosa Corrêa e pelos sócios da CBF Cargo, Sérgio Souza, 45 anos, e Renata Bernal, 44 anos. Juntos conseguiram identificar características fortes e pontos fracos de cada um.

A intenção era promover a comunicação da equipe, mas Souza conseguiu identificar traços de iniciativa, liderança, ansiedade, competitividade e colaboração. “Alguns ficaram apáticos, olhando em volta, esperando alguém ter uma ação. A partir daí, podemos analisar os perfis e entender onde cada um se encaixa melhor nos serviços da empresa”. Segundo o empresário, em um jogo como este, a pessoa tem que entrar no ambiente e observá-lo. “Isto serve para a vida profissional, é importante estar alerta aos detalhes”.

Renata diz não ter se surpreendido. “Os funcionários foram exatamente como eu os vejo no dia a dia. Me senti no caminho certo para direcioná-los para promover mudanças internas”. A executiva conta que a equipe trabalha há anos junto, são pessoas dos departamentos administrativo, financeiro e comercial, de São Paulo e Santos, que conversam diariamente. “A comunicação é fundamental e a atenção aos detalhes é primordial. Cobro muito isto deles. Desenvolver o lado da perspicácia”. A CBF Cargo tem 12 anos de atuação na importação/exportação de cargas aéreas marítimas e rodoviárias, além da logística nacional e internacional.

Apesar do esforço, o grupo não conseguiu escapar da sala. “Foi uma pena não termos saído, mas participar do jogo foi válido, ressaltou a importância do trabalho em grupo, que precisamos nos ajudar no dia a dia. Além de ampliar o pensamento, olhar para o lado para não deixar passar coisas importantes”, diz Adriana Palenciene, 35 anos, analista de comércio exterior, há dois anos e meio na CBF Cargo. Mas o jogo é mesmo para quem gosta de desafios, segundo estatísticas, 10% dos jogadores conseguem vencer sem dicas. A partir de três dicas, esse percentual sobe para 20%.

Após o jogo, os funcionários assistiram a uma palestra do coach Barbosa Corrêa e a um vídeo motivacional na área de eventos. Antes de jogar, o grupo participou de um brunch. A empresa receberá um relatório com um diagnóstico do profissional de RH.

Segundo o empresário Guilherme Robles Junior, sócio-proprietário do The Escape Game, que oferece quatro salas temáticas (Além da Máquina do Tempo, Drácula, Roubo a Banco e Agente Secreto), a demanda das empresas que buscam este serviço é grande e a tendência é aumentar.

Texto produzido por Deborah Ferreira – Tudo em Comunicação.

http://www.mundorh.com.br/maquina-do-tempo-busca-melhorar-comunicacao-interacao-e-integracao/